quarta-feira, 5 de janeiro de 2005

A ILHA IMPERECÍVEL

ILHA
Definição clássica: uma porção de terra cercada de águas por todos os lados. Transcendendo a limitada conceituação geográfica e já embarcando nas asas da analogia, constatamos que uma ilha é algo delimitado, com características próprias e definidas, marcadamente distintas de um todo circundante, assim como uma porção de terra se distingue da imensidão do mar.

O conceito de "ilha", portanto, nos traz a significação de algo que se destaca do resto, preservando valores próprios. Uma ilha pode ser um oásis no meio do deserto, para mitigar a sede dos viajantes daquela inóspita região. Uma ilha pode representar um porto seguro e salvador para os que se aventuram mar afora, em busca de continentes perdidos. Uma ilha pode significar, enfim, um local onde valores diferentes dos usuais, podem iluminar o caminho daqueles que se encontram sedentos de luz, Luz Espiritual, a iluminar as trevas da ignorância ou Avidya, razão de todos os sofrimentos e desditas do ser humano.

Na literatura mundial vamos encontrar exemplos clássicos da conceituação de ilha. A "Ilha de Avalon" era, na literatura arturiana, a mais sagrada das regiões, onde o "Mistério do Santo Graal" era preservado. Avalon era uma ilha invisível aos olhos dos profanos e só se tornava alcançável àqueles que tinham Pureza e Sabedoria suficientes para adentrar os seus mágicos portais.

Em realidade, a Ilha Sagrada de Avalon não era mais do que um símbolo literário de uma tradição muito maior e mais antiga, relacionada com a "ILHA IMPERECÍVEL, QUE NENHUM CATACLISMO PODE DESTRUIR", uma expressão poética para expressar a transcendente realidade da Excelsa SHAMBALLAH, Sede do Governo Espiritual de nosso planeta, uma espécie de Sol, situado no interior da Terra, donde partem aurifulgentes raios para todos os rincões terrestres, a banhar com sua luz invisível, porém não menos real, todos os seres que evoluem em nosso Universo, na presente etapa evolucional. Sobre "SHAMBALLAH", muitos foram os autores que escreveram livros e trabalhos sobre o assunto, como Nicholas Roerich, Ferdinand Ossendowski, Saint Yves D'Alveydre, René Guénon, Roso de Luna e muitos outros.(1) As obras dos autores citados, no final do século XIX e início do XX, tiveram o papel de introduzir no mundo um assunto sobre o qual as volumosas obras de H. P. Blavatsky não falam, a não ser muito superficialmente. Com a vinda de "um novo Mestre", nos albores do século XX - que outro não era senão o Prof. HENRIQUE JOSÉ DE SOUZA - novas revelações sobre o SANCTA-SANCTORUM da Mãe Terra puderam vir a lume. Detalhes nunca antes fornecidos sobre a realidade e as características do mais recôndito e sagrado dos lugares da Terra foram então comunicados, não apenas aos seguidores do Movimento Eubiótico, mas para todo o grande público, principalmente através da Revista "Dhâranâ", órgão oficial da SOCIEDADE BRASILEIRA DE EUBIOSE, editada desde o ano de 1926 até os dias de hoje.

Sim, SHAMBALLAH, chamada SHANGRI-LÁ pelas tradições orientais; a "ILHA BRANCA", DJEJUNG, BHANTE-JAUL, no Tibet; MONTE SALVAT e WAHALLAH, país dos Deuses da Lendas Nórdicas, do Santo Graal e do ciclo artúrico, nas quais se inspirou Wagner para compor suas monumentais peças Lohengrin e Parsifal; País de ERDEMI, ÉDEM, EDOM ou Jardim ou Paraíso Terrestre, entre os Lamas Perfeitos da Mongólia Exterior; são os "CAMPOS ELÍSEOS" (ELI = HELIUS, o Sol, e ÍSEOS, de ÍSIS, a Lua, os Pai-Mãe Cósmicos, os chamados "Gêmeos Espirituais") da literatura grega; BELOVEDYE (literalmente "BELA AURORA", de BEL = Deus, e VEDYE ou VIDYA, Sabedoria); o PARAÍSO PERDIDO, de Milton; a Cidade de TULA ou TULÃ, entre os antigos mexicanos; para os bardos celtas é a TERRA DO MISTÉRIO, cantada por O'Hering; é a Terra de Chivin ou Cidade das Treze Serpentes; o Fu-Sang das tradições chinesas; "o Mundo subterrâneo que fica na Raiz do Céu", segundo o Votan Tsental; o País dos Calcas, Kalcis ou Kalkis, ou a famosa Cólchida, para onde se dirigiam os Argonautas; é, finalmente, o PAÍS DE ASGARDI ou AGARTHA. Sobre esta última denominação, o Prof. Henrique José de Souza escreveu em seu livro "Os Mistérios do Sexo":

Agharta é a mesma Asgardi ou a cidade dos Doze Ases, dos Edas escandinavos, o mesmo País subterrâneo de Asar, dos povos da Mesopotâmia. É o País do Amenti a que se refere o Livro da Santa Morada ou Livro dos Mortos, mal compreendido pelos ocultistas que tentaram comentá-lo. É ainda o País das Sete Pétalas descrito por Parashara a Maitréia no Vishnu Purana, ou o dos sete Reis de Edon (Éden ou Paraíso Terrestre).(2)

As sagradas escrituras iniciáticas que versam sobre a misteriosa SHAMBALAH descrevem-na como uma "ilha" cuja Luz é tão intensa que, aos olhos humanos, seria vista como a mais trevosa das escuridões. Este aparente paradoxo de contrastes é característico de toda tentativa de se verter em conceitos concretos e lógicos o que transcende as limitações de nossa mente, restrita às três dimensões conhecidas.

Para que o Governo Espiritual do Mundo possa exercer sua influência na face da Terra - orientando a humanidade através dos Avataras ou Enviados que, de tempos em tempos, fazem sua aparição no mundo, SHAMBALLAH se reflete na face da Terra numa determinada região. Quando o "Eixo Espiritual do Planeta" ainda se encontrava no Oriente, a "Ilha Imperecível" se refletia nas misteriosas e inóspitas regiões do deserto de Gobi, na Mongólia. Àquela época, o Representante de SHAMBALLAH entre os homens era o 31o. e último BUDA-VIVO, cognominado KJERIB-DANS-HAP BOGDO-GHEGHEN HUTUKTU DE NARABAMCHI-KURE, falecido em 1924. Com a transferência do referido "Eixo Espiritual" para o OCIDENTE, mais especificamente para as terras do BRASIL, o Reino de SHAMBALLAH, que segundo indica a Ciência Iniciática, é móvel, transladou-se também para o Oeste, passando a vibrar sob a faixa de 22 para 23 graus de Latitude Sul, Trópico de Capricórnio. É por isso que o Movimento Iniciático Eubiótico escolheu a cidade de São Lourenço, não só para fundar a sua sede, mas também para erigir um TEMPLO dedicado à "RELIGIÃO UNIVERSAL", que é a de MAITRÉIA-BUDA, o Redentor-Síntese da Humanidade.

Entretanto, para que que esta grande Obra pudesse ser concretizada, era necessário que houvesse toda uma preparação, que passava pela descoberta das Américas bem como do caldeamento racial entre todas as raças do mundo, para que a "Nova Canaã" ou a "Terra Prometida" se tornasse a síntese de tudo o que a humanidade já realizou até hoje. No que concerne à mistura de raças em nosso país, o Brasil, esta se iniciou significativamente numa ILHA, a ILHA DE ITAPARICA, onde DIOGO ÁLVARES CORREA e a índia CATARINA PARAGUASSU fizeram o papel de protagonistas do grande drama da evolução, unindo a Mônada européia ou ibérica - proveniente do ciclo ário ou relativo à ARYAVARTHA, a antiga Índia e suas imigrações em direção à Europa - com a raça autóctone, filha dos cataclismos atlantes, para gerar a RAÇA DO FUTURO, A RAÇA DOURADA, aquela que segundo o etnólogo mexicano José Vasconcelos, é a que, entre as bacias do Amazonas e do Rio da Prata, realizará a concórdia universal da humanidade.

Sim, foi na ILHA DE ITAPARICA que a Mônada do Futuro se firmou. Foi naquela paradisíaca ILHA, cercada por ANTEPARAS DE PEDRAS - significado do termo "Itaparica" - dique tutelar contra as ondas bravias dos tempos de decadência, que a SEMENTE do PORVIR, do DEVIR ou do DIVINO veio à lume. ITAPARICA representou e representa, pois, na face da Terra, a esplendorosa SHAMBALLAH. Em SHAMBALLAH nascem todos os Grandes Avataras que ao mundo vêm para dar um novo estado de consciência para os homens. Com efeito, foi justamente na ILHA DE ITAPARICA que,

"um presépio foi armado
dele surgiu a Maravilha
do CRISTO-REI exaltado!"

Benditos sejam todos aqueles conseguem intuir o verdadeiro significado destes versos...

ITAPARICA, ao lado da SERRA do RONCADOR, é justamente uma das pontas de um triângulo perfeito, em cujo vértice está a cidade de São Lourenço, no Sul de Minas Gerais. Três Sacrossantas Localidades, marcadas por TRÊS TEMPLOS, erigidos pela Sociedade Brasileira de Eubiose, a expressar o mistério do UNO-TRINO, vibrando intensamente sobre as terras brasileiras, mas espraiando para todo o orbe terrestre, as sacrossantas vibrações provindas do SANCTUM-SANCTORUM da Mãe Terra, a Gloriosa SHAMBALLAH.

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(1) O leitor interessado poderá consultar as obras: "Mission de l'Inde en Europe" de Saint'Yves D'Alveydre; "El Corazon de Asia" de Nicholas Roerich ;"À l'Ombre des Monastères Thibétaine" de Jean Marquès-Riviére; "Bêtes, Hommes et Dieux" de Ferdinand Ossendowsky; "El libro que mata a la muerte o libro de los Jinas" de Mario Roso de Luna; "Del gentes del Outro Mundo" de Mario Roso de Luna.

(2) Especificamente falando, SHAMBALLAH é a "Oitava Cidade", "capital" das 7 Cidades do Reino de Agartha.



O 5º SISTEMA GEOGRÁFICO
Marcos Piza

SISTEMA GEOGRÁFICO DO RONCADOR
Com a inauguração do Templo de Xavantina em 10 de fevereiro de 1976, tem inicio a objetivação do Sistema Geográfico do Roncador. Já, a definição das 7 cidades que o compõe deu-se durante a Convenção Nacional da Sociedade Brasileira de Eubiose, em 10 agosto de 1990, com a indicação das três primeiras cidades (Barra do Garças, Campinápolis e Água Boa), pelo Ven. Hélio Jefferson de Souza, Grão Mestre da Ordem do Santo Graal.

O Sistema Geográfico do Roncador tem sua sede na cidade de Nova Xavantina e se estende desde a cidade de Barra do Garças até a cidade de Vila Rica no extremo norte da Serra do Roncador (vide mapa), no Planalto de Mato Grosso, e, completando a sua formação, estão as cidades de Água Boa, Campinápolis, Cocalinho, Canarana e São Félix do Araguaia.

Eis aqui o quadro de correspondências de cada cidade do Sistema Geográfico do Roncador, com as cidades dos outros dois Sistemas Geográficos, localizados em São Lourenço (Sul de Minas) e Itaparica (Bahia), bem como sua relação com as 7 Linhas do Conhecimento Universal.



Sul de Minas

Itaparica

RoncadorLinha
Aiuruoca
Feira de Santana
CampinápolisTeurgia e Medicina Teúrgica
Conceição do Rio VerdeCachoeiraÁgua BoaFilosofia e Religião
São Tomé das LetrasSanto AmaroBarra do GarçasLiteratura
Maria da FéNazaré das FarinhasVila RicaCiência Mecânica
Carmo de MinasSanto Antônio de JesusSão Félix do AraguaiaPolítica
ItanhandúAmargosaCocalinhoArte
Pouso AltoBrejõesCanaranaMagia e Alquimia
Fonte de pesquisa: vidhya-virtual, uma revista virtual sobre EUBIOSE, Teosofia, Ciências Iniciáticas e Cultura em geral
"O ser humano é sua condição provisória, o espírito é sua condição permanente"...

Que tal pensarmos nisso?

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