terça-feira, 13 de março de 2007

CORCOVADO


Sei que o Brasil não é só o Corcovado e que meu Rio de Janeiro (infelizmente) já foi uma cidade muito mais maravilhosa.

Mas das 21 belas coisas do mundo, 7 serão consideradas as 7 Maravilhas do Mundo Atual e nosso Cristo Brasileiro da Silva está entre elas.

Eu já votei no site VOTE NO CRISTO e você?

domingo, 11 de março de 2007

ENCONTRANDO A SI MESMO

"Roubei" do Ivo...
O será que "roubar" não seja o termo certo?
Não, eu sei que não é.
Sei que o termo certo é: Como (e com) o Ivo decidi veicular palavras e lições importantes, não só para mim, mas para dividir com quem nos lê, você!


Encontrando a si mesmo
O mundo é muito belo para quem tem olhos de ver, e pode ser uma prisão, para os aprisionados de si mesmos; a beleza se encontra por dentro, com a felicidade.

A humanidade já está na fronteira do Espírito. Ás vezes alguém fala que o Cristo veio ao mundo em época errada porque os homens ainda não estavam preparados para tal desempenho no reino da moral.

Respondemos que não há erro nos planos da espiritualidade maior; ele aparece no cenário da Terra na hora certa, trazendo a mensagem do amor para os homens, porém, ela fica latente no coração, como que em descanso, aguardando a maturidade dos sentimentos.

O trabalho da espiritualidade é demorado; tem um certo compasso, mas não pára; é progressivo no seu crescimento. O homem inteligente no mundo se entrega aos vôos da sabedoria, buscando em todos os níveis do saber o de melhor para a sua vida, batendo em todas as portas para encontrar a felicidade, e por vezes aliviando em muito as suas inquietações.

Mas o tempo mostra para onde ele deve ir, onde ele deve buscar a paz, onde se encontra a felicidade verdadeira, que não está longe, brilhando na sua intimidade.

As guerras fratricidas, os acordos mentirosos, os assaltos às terras alheias nos mostram onde se encontra o homem; ele ainda não encontrou a si mesmo, porque busca fora o que está dentro: o verdadeiro tesouro para sua libertação, que são os talentos espirituais, é que dorme silenciosamente nos seu mundo interno, esperando que o seu interesse o acorde para despejar luzes em toda a sua vida. Por falta de exemplos não é que ele desencontra de si mesmo; é por falta de maturidade espiritual, de cujo trabalho o tempo se encarrega.

Estamos no fim dos tempos das trevas que, para quem já aprendeu a lição, pode ser chamado de mal. Agora, com o advento do Espiritismo, os jardins estão florindo no centro da vida de cada ser, e o perfume ascendente rumo a todos os sentidos, para o conhecimento da verdade, de modo que a alma se liberte das cadeias da ignorância.

O homem nasceu simples e ignorante, mas, não permaneceu nesses estágios; avançou para frente em busca de outros valores. Jesus é, pois, o marco para a humanidade; o Evangelho é escrito em muitas dimensões e serve para todos, mesmo para os Espíritos que já deixaram a carne e trabalham no mundo espiritual. Ele é o Mestre por excelência de todos nós e, portanto, damos graças a Deus.

A tolerância que os benfeitores espirituais têm com todos nós é por terem passado pelos mesmos caminhos, e que por vezes terão de voltar a Terra, para outros processos de despertamento espiritual. Compete a nós outros fazer a nossa parte, nos esforçando todos os dias para melhorar, esquecer o ódio e viver no amor, esquecer a ingratidão e viver a caridade, esquecer a violência e viver na compreensão, esquecer a intolerância e viver o perdão, esquecer a guerra e viver a paz, esquecer a maledicência e viver a benevolência...

Quando o homem descobrir o caminho interno da salvação, a harmonia se instalará no mundo inteiro, como sendo o paraíso que estava perdido e foi encontrado. Quando ele esquecer a tristeza e viver na alegria cristã, a vida lhe sorrirá dando-lhe a paz, aquela paz que o mundo não pode dar.

Meditemos no que temos feito da vida, que encontraremos muita coisa que deve ser mudada; não que sejamos maus, mas às vezes ainda ignoramos o valor do bem, cuja fonte está dentro do nosso coração a pedir o toque das nossas generosas mãos. Somos filhos de Deus, mas existe algo para nós fazermos; a nossa felicidade, de certa maneira, depende de nossos esforços nas lutas.

Descubramos a nossa paz, pois ela existe pertinho; avancemos, trabalhemos e oremos a Deus, pedindo a Ele que nos ajude a descobrir em nós o manancial de luzes que se encontra ao nosso alcance, faltando pouco para nos inundar de paz, de alegria, de felicidade e de amor.

Ninguém faz mal para o nosso caminho, ninguém persegue, ninguém tira o que é nosso. O que não nos permite o avanço é uma força divina que se chama Justiça, que é o mesmo Deus. Não esmoreçamos na nossa busca, mesmo que demoremos a encontrar a nós mesmos; prossigamos, buscando, que foi Jesus quem disse: "Buscai e achareis".

Se não sabemos por onde começar, comecemos pensando no que devemos buscar, que todas as realizações têm início nas idéias, para depois se materializarem nas ondas da persistência.O que se passa em problemas é uma preparação para que se tenha maturidade.

A natureza nos experimenta por muitos meios. Disse o apóstolo Pedro "Granjeai amigos", e é fazendo amigos pelo bem que fazemos com que os nossos infortúnios diminuam, nos ajudando a carregar a nossa cruz e aliviando o nosso fardo.

Ninguém pode viver sozinho; Deus criou um laço de fraternidade que liga todas as criaturas e todas as coisas em um só ninho da própria Divindade. Ajudemos a nós mesmos, descobrindo nossos valores, e não nos esqueçamos que o Senhor não abandona a ninguém. E ainda mais, colocou Jesus para ser o nosso guia, sendo que o Seu amor foi tanto para a humanidade que chegou a descer e vestir a roupagem humana, apesar da Sua característica divina.

Para conhecermos Deus, somente trilhando pelos caminhos internos; para sentirmos Jesus, somente pelas vias do coração.O céu se encontra na nossa intimidade e o comando da vida gera por dentro a nossa felicidade.


De “Convites aos corações”, de João Nunes Maia, pelo espírito Scheilla

sábado, 10 de março de 2007

EU ACREDITO EM FADAS


Eu acredito em Fadas... Quando a gente crê muito numa coisa boa, como a esperança de dias melhores, esses dias chegarão (Menina Cris).

Pronto, Cris e Merton! Agora eu vou falar todos os dias que acredito em fadas e também que acredito em dias melhores. Vou tentar não ficar mais triste e também não vou mais ver a Record de manhã.

E deixo uma letra de música que desci esses dias e achei fenomenal! Quem não tiver, e quiser, posso mandar, vale a pena!!!!

A Partir de Agora - 2006 (WEA)


DO MUITO E DO POUCO
Oswaldo Montenegro / Zé Ramalho

Se em terra de cego quem te um olho é rei
Imagine quem tem os dois.

É muito quadro pr'uma parede
É muita tinta pr'um só pincel
É pouca água pra muita sede
Muita cabeça pr'um só chapéu

Muita cachaça pra pouco leite
Muito deleite pra pouca dor
É muito feio pra ser enfeite
Muito defeito pra ser amor

É muita rede pra pouco peixe
Muito veneno pra se matar
Muitos pedidos pra que se deixe
Muitos humanos a proliferar

Se em terra de cego quem te um olho é rei
Imagine quem tem os dois.

Pronto! Fiquei até mais animadinha :^))

sexta-feira, 9 de março de 2007

PAUSA PARA ANÁLISE


Ando precisando de uma pausa mesmo. Dei uma relida nos meus últimos posts e os achei muito tristes.

Numa manhã dessas quando El Bigodón chegou no quarto com nosso café da manhã, peguei o controle remoto da TV e falei:
- Um pouco de "sessão tortura", vamos ver quantos ou quem morreu hoje. Ele olhou pra mim e perguntou por quê? Respondi:
- Porque é só isso que vemos nos jornais: mortes, torturas, estupros, guerras, aquecimento global, corrupção, roubos e etc. Notícias que somadas a esse calor infernal diuturno nos deixam desanimados.

Essa manhã tirei um tempo pra me sentar à "sombra fresca" do boteco do Merton e isso me fez muito bem. Gosto de ler a história da busca dele por um Ser Maior.

Eu andava precisando dessa injeção de ânimo que tive lá. Ando bem balançada com o que vemos e lemos nos jornais. Ando tão triste com as provas que têm sido dadas pela humanidade... Ou seria melhor dizer "des-humanidade"?

Olho para os olhos das pessoas dando entrevistas e só vejo um par de cifrões. As crianças deixaram de ser motivo de risos e alegria e passaram a ser meios de ganharem dinheiro e prazeres fáceis e estou enojada disso tudo.

Quero ir embora pra Passárgada ou pra Oriximiná. Quero ir para o raio que o parta ou para qualquer lugar onde não tenha TV ou gente.

Tento fazer minha parte, algo de bom pelo meu povo, mas sinto cada vez mais que apenas minhas orações noturnas não bastam. Sei que vão me questionar sobre um trabalho humanitário mais intenso. Eu faço. Mas todo dia quando vou dormir acho que o exército do lado de lá cresce mais do que o do lado de cá e ando me sentindo extremamente cansada disso tudo.

Onde vamos chegar?

Não sei...

Se colocaram até "O Cara" na cruz, o que não farão conosco?

quarta-feira, 7 de março de 2007

DIA DA MULHER

Desconheço a autoria da foto.
Se alguém souber me avise e coloco os créditos.
Archivio storico trevigiano

É só amanhã, mas seria bom começarmos a pensar em algumas coisinhas já de véspera.

Já que amanhã é considerado o Dia Internacional da Mulher...

Será que podemos abandonar a pilotagem do fogão, da pia, da máquina de lavar e do tanque ao menos 1 dia no ano?

Neste dia não precisaremos buscar e levar a molecada na escola?

Não mestruaremos?

Teremos direito à café na cama e jantar à luz de velas feito pelo namorado ou marido?

Não levaremos surra de maridos ignorantes?

Não seremos atingidas por balas perdidas, esperanças perdidas e nem teremos filhos arrastados?

Não né?

Então, é um dia como outro qualquer...


No dia que existir respeito entre as pessoas, não precisaremos mais de um dia especial que prove nossa existência.

Não sei se me agrada o Dia do Índio, do Negro, da Mulher e da Criança.

Acho melhor o dia do Ladrão, do Assaltante, do Estuprador, do Corrupto, pois quem sabe assim se lembrariam deles e os colocariam atrás das grades?

terça-feira, 6 de março de 2007

UAI-KAI - Rubens Alves

Folha de São Paulo - 20/02/07
Agora, na velhice, minha grande preocupação é o fim do mundo. A Terra está morrendo.


"Uai-cai" é o jeito mineiro de fazer hai-kais. "Uai", para expressar o assombro ante a vida. E "cai" para exprimir a tristeza de ver cair o que estava lá no alto.


"O último sabiá canta seu canto...
Que pena!
Já não há ninguém para ouvi-lo..."



Relendo a "A Ciência Alegre" de Nietzsche reencontrei-me com o seu texto mais famoso, aquele em que ele diz que "Deus morreu". E de repente, à medida em que eu o degustava antropofagicamente, o texto foi se apossando de mim, como se fosse vinho. Fiquei meio bêbado. E, na minha embriaguez eu troquei umas palavras. O texto ficou assim: A cena: um louco grita numa praça. Dirige-se àqueles que ali estão.

Eles riem e zombam. "O que aconteceu com a nossa Terra?", ele gritou. "Pois vou lhes dizer. Nós a matamos -vocês e eu. Todos nós somos seus assassinos.

Mas como é que fizemos isso? Como é que fomos capazes de beber os rios e comer as florestas? Quem nos deu a esponja para apagar os horizontes do futuro? O que fizemos quando partimos a corrente que ligava a Terra à Vida? Para onde ela irá? Vagará pelo Nada infinito? Esse hálito que sentimos, não é o hálito da morte? E esse calor! Os gelos estão se derretendo.

Já se vê o cume negro do Kilimanjaro, outrora vestido com a brancura da neve. O mar subirá. O sol está mais quente e mortífero. Temos de nos proteger contra os seus raios. E esse barulho que ouvimos em todos os lugares, o ruído das fábricas, o barulho das bolsas de valores não será, porventura, o barulho dos coveiros que a enterram? O ar que respiramos é o ar da decomposição.

A Terra está morta. Nós a matamos. Como poderemos nós, os assassinos da Terra, nos confortar a nós mesmos? A Terra, extensão dos nossos corpos, a mais sagrada, sangrou até a morte sob nossos punhais... Quem nos limpará desse sangue?" Relatou-se depois que, naquele mesmo dia, o louco entrou em várias bolsas de valores, bancos e indústrias e lá cantou o "Réquiem para a Terra Morta".

Retirado de lá e compelido a se explicar, a cada vez ele disse a mesma coisa: "Que são esses templos do progresso se não os sepulcros da Terra?"

Rubens Alves




NOTA DA LUA NUA:
Poderia ser tudo diferente, mas os caminhos da vida são tortuosos.

O ser humano não começou esta história de forma organizada e programada. Foi tomando tudo para si: florestas, povos, países... E o pior é que se prolifera indiscriminadamente. Mas sei que ainda poderíamos fazer um final diferente do previsto atualmente. Só que para isso precisaríamos ter muito mais do que trouxemos na alma, na nossa bagagem pessoal. Precisaríamos ter RESPEITO pela vida.

Teríamos que ver o Planeta de forma contínua, onde línguas e pátrias não fossem segregadas, pois na verdade não importa em que país moramos. Não importa se ele é rico ou se propõe a ser. Não importa se somos pretos, brancos, amarelos ou vermelhos, se somos ricos ou pobres, homens ou mulheres, jovens ou idosos.

Se matarmos o planeta, morreremos antes dele e não haverá mais quem ouça o sabiá.

sábado, 3 de março de 2007

ECLIPSE DA LUA

Eclipse total da Lua ocorre neste sábado

Lua nascerá diferente no céu brasileiro no fim da tarde do dia 3 de março.
Entenda como ocorrem os eclipses e saiba os horários do fenômeno.
O eclipse total da Lua será visto do Brasil todo, assim que a Lua nascer. A diferença é que pessoas mais a leste assistirão ao eclipse mais do começo. Quem estiver mais a oeste vai pegar o eclipse em fases mais avançadas.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

DUAS MÃES

MEU FILHO É QUE TINHA CORAGEM, EU TENHO LEGITIMIDADE

Zuzu Angel
Figurinista conhecida internacionalmente como Zuzu Angel, era mãe do militante Stuart Angel Jones, desaparecido político, preso em 14 de maio de 1971 pelos agentes do CISA, onde foi torturado e assassinado.

ERA UMA CRIANÇA LINDA POR DENTRO E POR FORA

Rosa Cristina Fernandes
Defende a criação de uma legislação específica para Estados mais violentos, como o Rio. Teve seu filho assassinado dia 07 de fevereiro de 2007.


NOTA DA LUA NUA:
São apenas duas mães, duas histórias separadas pelo tempo, mas tão iguais nas suas essências.

Tiveram seus filhos arrastados e mortos. Um pela ditadura política e o outro pela guerrilha urbana que se instalou no meu país.

Do primeiro, Stuart, ninguém quis falar. Era uma época que quanto menos se perguntava ou se falava sobre política, melhor.

Do segundo, João, todos querem falar. Querem usar o exemplo deste menino como algo que não deve ser esquecido jamais. Querem que ele fique como a prova de algo que fomos perdendo aos poucos e que só agora nos demos conta de que não temos mais – liberdade e segurança -, mas que queremos que volte.

Não sei se alguém além de mim chegou a fazer este parâmetro entre os dois meninos, mas vejo claramente que a omissão de um povo na morte de um pode ter ocasionado a morte do outro.

Se nos omitirmos na época da ditadura era um artifício que aprendemos a usar para salvarmos nossa pele, nos deixamos levar por esta posição que virou conformismo.

- O congresso ganha salários astronômicos enquanto o salário mínimo é medíocre? O que podemos fazer?
- As estradas estão esburacadas, apesar de pagarmos impostos por elas? O que podemos fazer?
- Pagamos taxa de lixo mesmo sabendo que ela está embutida no IPTU? O que podemos fazer?
- Os países roubam nossa fauna e patenteiam nossa flora? O que podemos fazer?
- Asiáticos devastam nossa floresta amazônica? O que podemos fazer?
- Navios petroleiros roubam a água do Rio Amazonas? O que podemos fazer?
- A Petrobrás tornou o Brasil auto-suficiente em petróleo, mas mesmo assim temos a gasolina mais cara do que outros países, também, produtores de petróleo? O que podemos fazer?
- Sabemos que são os usuários de drogas que fomentam o tráfico, mas... artistas usam, a classe A e B não passam sem, publicitários acham legal e toda uma geração de jovens não pode sair uma noite sem dar um “tapa” ou “bater uma carreira”. Como ir para a nigth careta?

E o que podemos fazer?

A verdade é que nosso conformismo nos levará ao abismo.

Quantos stuarts e joões terão que ser arrastados, até que finalmente a gente resolva se unir e dar um basta nisso?

domingo, 25 de fevereiro de 2007

VAMOS FALAR SOBRE SEXO?

Tárcio, de 51 anos, e Rachel Goulart, de 39, são casados há 16 anos e têm dois filhos. Dizem que são felizes e é preciso investir para não deixar o casamento esfriar.

- Nunca vai ser como no começo, quando era só a gente se olhar e vinha um desejo louco. A gente tem que fazer acontecer - diz ela.

- O que não significa que agora não possa ser gostoso - afirma o marido.

Apesar dos anos juntos, dizem que mantêm relações de três a quatro vezes por semana.

- Adoramos criar fantasias - diz Rachel.
- Eu não resisto à lingerie de oncinha dela - diz Tárcio.

Trabalho, rotina e crianças desgastam a relação. Mas, de vez em quando, o casal fecha a porta do quarto e deixa tudo do lado de fora.

- Às vezes estou cansada, só quero dormir. Mas faço um esforço e, quando vejo, a vontade veio.

- Sexo é como uma atividade física. Quando mais se faz, mais se quer.

Tárcio diz que bom humor é fundamental, e elogia o jeito espirituoso da mulher. Para Rachel, ter momentos a sós é importante: o casal nunca deixa de sair para tomar chope ou ir ao cinema.

- Somos pais de dois filhos, mas continuamos sendo homem e mulher - diz ela.

O novo manual do sexo no casamento
Sexo no Cativeiro, obra que reinventa a intimidade entre os casais, chega às livrarias em março
Martha Mendonça
O segredo do bom sexo no casamento é amor e intimidade entre os parceiros, um relacionamento marcado por segurança e harmonia. Tudo vai bem na cama quando a cumplicidade entre os parceiros é tão grande que os dois parecem ser um só. Certo? Errado. As certezas que marcavam as crenças sobre a vida sexual de casais que ficam juntos por muitos anos estão sendo abaladas por uma psicóloga belga, radicada nos Estados Unidos, chamada Esther Perel.

Para Esther, a chave está em fazer o contrário do que pregam as noções tradicionais sobre sexo no casamento: ela diz que o erotismo exige mais distância, menos conversa, um pouco de conflito e muita independência entre os parceiros. "Sexualidade e intimidade afetiva são duas línguas completamente distintas", diz ela. É claro que a psicóloga não está pregando o "relacionamento aberto", nem a discórdia entre marido e mulher. Ela própria é casada e tem dois filhos. A novidade contida em seu livro é o incentivo para que os parceiros abandonem as cordas da segurança e aventurem-se mais, dentro dos limites do próprio casamento. Quando fala em distância, Esther refere-se à capacidade de manter vida própria, ter atividades separadas, preservar a liberdade. Isso ajuda a manter a vontade de reconquistar o parceiro diariamente, diz ela. Quando afirma que brigar pode ser bom, Esther explica que agressividade e raiva são estímulos para o erotismo (leia o quadro à página 98). A um dos casais cuja situação ela relata no livro, a psicóloga recomenda: nada de ficar de mãos dadas o tempo todo. "Vocês abafaram o tesão com a afeição", afirma ela.



NOTA DA LUA NUA:
Pois foi o que falei no texto Amor Maduro, como se faz para prolongar o sexo numa relação duradoura?
- Amando ora!!! Se não amar, se não abrir mão de algumas manias, se não inventar coisinhas; como uma relação pode sobreviver?

Sexo pode nos deixar nas nuvens, mas não cai delas. Precisamos buscar nossa vontade no tempo, nas brincadeiras.

E boa vida sexual para nós, pois merecemos...

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

SÓ DE SACANAGEM

Elisa Lucinda

Meu coração está aos pulos!

Quantas vezes minha esperança será posta à prova? Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro.

Do meu dinheiro, do nosso dinheiro, Que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós. Para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais. Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.

Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz. Mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.

Meu coração tá no escuro. A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó E dos justos que os precederam: “Não roubarás”. “Devolva o lápis do coleguinha”. “Esse apontador não é seu, minha filha”.

Pois bem, se mexeram comigo, Com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, Então agora eu vou sacanear: Mais honesta ainda vou ficar!

Só de sacanagem! Dirão: “Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba” E eu vou dizer: “Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez”. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos. Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês.

Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau. Dirão: “É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”. E eu direi: “Não admito, minha esperança é imortal”. E eu repito: “Ouviram? IMORTAL!”

Sei que não dá para mudar o começo Mas, se a gente quiser, Vai dar para mudar o final!



NOTA DA LUA NUA:
Este texto tá no excelente CD Ana & Jorge: ao Vivo


E aqui que ninguém nos ouça, mas moro no melhor país do mundo. Num lugar onde "tudo que se planta, dá".

E qual foi o fdp que plantou tanto corrupto neste solo?

No Brasil rouba o rico e rouba o pobre.

Enquanto o rico cobra uma grana preta por uma obra como a linha 4 do metrô de Sampa e bota material vagaba, o pobre puxa "gato" de energia, ou "gato" de TV à cabo do vizinho.

Na verdade, tá todo mundo querendo tirar "o seu" do primeiro bobo que aparecer e cair na lábia do malandro.

Já tentaram me passar aquele trote do "sequestrei um da sua família" e é nessas horas que agradeço a Deus de ser meio surda. Ligaram pra mim à cobrar, ficavam sussurrando sem falar alguma coisa que eu entendesse. Resultado: "tampei o telefone" na orelha do bandido! Aí ele ligava, eu tirava o telefone do gancho, via que era à cobrar e desligava. Acho que cansei ele... Da próxima vez é melhor gritarem algo que eu consiga ouvir.

Isso é vida????

Tô de saco cheio disso aqui e minha vontade é de ir morar em Portugal, vendendo caipirinha, caldo de feijão preto acompanhado da minha farofa de bacon.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...