
HONDA TWISTER 250C - PRETA
Coisa gostosa tirar uma moto nova da concessionária...
Ele é linda, tecnologicamente moderna e... minha.
Minha Pretona chegou perto do Dia dos Namorados e ficou sendo presente do meu namoradão.
Depois de estacionada na garagem de casa eu olhava e não acreditava... Ela é linda!!! Pneu bem mais largo do que o da Stradinha e muito mais estabilidade nas curvas.
Só que tive um probleminha com ela no começo: falta-me uns 5cm de pernas e comecei um ciclo de quedas sempre parada ou parando, que foi bastante, digamos, doído para minhas ?almofadas naturais traseiras?.
Triscou, relou e eu TUM, no chão.
Eu ia parando e sempre escolhia o lado mais baixo da rua, cadê o chão? TUM!! Achei!
Lembro de chegar na garagem para sair, ver que era a Twister e não a Strada que me esperava e ter vontade de ir de ônibus. Mas afinal eu sou a filha do Ary ou não? Então vamos vencer esse medo também, e venci.
Em uns 6 meses troquei 2 manetes de freio e 1 de embreagem, mas com o tempo fui corrigindo isso. É que sou baixinha folgada e a moto inclinou 30º esquece porque é muito difícil voltar com ela para o prumo. Numa das vezes tive tanta raiva de cair que fiquei verde e forte como o Hulk e levantei a moto do chão sozinha. Mas se até uva passa, isso também passou um dia e eu parei de cair, aí comecei a curtir.
Depois de moto bem dominadinha na cidade era hora de voltar para a estrada. A diferença de torque dela pra 200c era brutal e isso me deixava mais confiante nas ultrapassagens.
Viajo com marido na garupa, mas gosto mesmo de vôos solos. E falando em marido, ele não tinha habilitação para motos até vir morar em Blumenau, sabe ?cumé qui é né?? Morávamos em cidades muito pequenas que mal tinham guardas de trânsito e isso fazia dele um cara folgado, mesmo porque você já viu médico ficar sendo parado em blitz? Chegando aqui a coisa mudou e o que mandava era a lei do cão: ?sem habilitação, sem pilotar?. Aí era legal, a gente viajava de moto e não tinha aquela pentelhação ?quem vai pilotando?? era só eu mesmo.
Não é que eu não goste que ele pilote, É QUE ODEIO SER GARUPA. Dói tudo, não me acerto ali atrás.
Foi um tempo interessante, eu pegava a moto e simplesmente saía, comecei a ter mais confiança em mim mesma e pegava pequenos percursos de estrada. É impressionante como me sinto em boa companhia quando estou de moto sozinha. Ela é um dos meus lugares preferidos para por a cabeça em ordem e como passei 2 anos precisando fazer isso, era na moto que eu relaxava.
Teve uma vez que combinamos de ir acampar no dia seguinte e eu já tinha arrumado parte das coisas do acampamento. A noite tivemos uma discussão e fiquei bastante aborrecida. Ele foi dormir e eu conectada na net, pensando, pensando... Quando foi umas 3h da manhã resolvi ir para o acampamento sozinha, de moto. Peguei minhas coisas, uma mochila, roupas de frio porque mesmo no verão estrada de madrugada é fria e deixei um bilhete avisando onde eu estaria.
Acho que foi minha melhor viagem. Sem a mínima pressa, optando sempre pelos caminhos mais longos, friozinho, mas não muito, as estrelas no céu e eu na estrada. Fui cantando mentalmente, pensando na vida e em como dar uma arrumada nela. Só quando entrei na BR umas 4 da manhã é que deu um friozinho na barriga. Ela é meio escura para tanta carreta e tão pouca moto, mas nada que muita atenção não detone esse medo.
Num momento olhei pelo retrovisor e vi mais um farol solitário e isso me deu uma sensação de proteção, tinha um outro louco na estrada de madrugada, e também sozinho. Só que com uma moto bem maior do que a minha, mas também sem participar de nenhum rally, ia uns 20 km/h a mais do que eu, me passou sem pressa e seguiu seu caminho.
Eu conhecia o caminho e já tinha estado acampada ali. O camping fica num lugar bonito com uma escadaria na parte de trás que dá para uma rua de terra e a praia. Quando eu cheguei, ele ainda estava fechado, era por volta das 5 da manhã. Parei a moto em cima da calçada, peguei na bolsa uma latinha de cerveja, abri, acendi um cigarro e fiquei sentada na escadaria olhando aquele mar escuro. Não se via nada no mar, eu apenas sabia que ele estava ali. Era uma espécie de solitário acompanhado, pois eu sabia que o mar estava na minha frente e ele sabia que eu tinha vencido alguns medos para estar ali sozinha, de madrugada, somente com minha companheira.
Quando olhei para o céu vi que estava começando a arroxear, era o rei sol mandando avisar que sua beleza e seu esplendor estavam para chegar, e que mais um dia estava começando. Um dia comum, onde pessoas comuns daqui a pouco estariam começando a acordar, espalhar cheiro de café recém coado pelo mundo, tomariam seu banho, ou não, e iriam para o trabalho. Era um dia comum para muitas pessoas, para mim não. Naquela madrugada venci mais um pouco meus medos, transpus mais um muro, viajei sozinha de moto numa madrugada que pra mim foi quase tão feliz como ganhar flor roubada. Para muita gente isso pode ser um fato banal, mas nasci numa época que mulheres não podiam fazer coisas ?de homens? e sempre fui rebelde. Para mim não era um fato banal. Deixei marido e filhos dormindo e saí sozinha, de moto, pela madrugada afora. O dia ia amanhecendo no seu ritmo lento e eu me amando, sentindo orgulho de mim mesma, me sentindo feliz, mesmo sabendo que ia ter cara feia e puxões de orelha quando a galera chegasse no camping.
Quando o camping abriu, eu achei um banco de madeira e dormi o sono que os guerreiros dormem depois de uma batalha bem sucedida.
sábado, 12 de março de 2005
FALANDO SOBRE PAIXÃO - IV PARTE
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)O(Lua Nua)O(
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terça-feira, 8 de março de 2005
FALANDO SOBRE PAIXÃO - V PARTE

HONDA TWISTER 250C - PRATA
CB 600.F Hornet ? ?Papai do Céu eu juro que sou uma boa menina e essa é meu sonho de consumo. É só 46kg mais pesada e 1cm mais alta do que a minha, mas eu vou me esforçar?...
É com essa que eu sonhava, e meus pezinhos podiam até chegar ao chão, mas mesmo sacudindo todos os bolsos de todas as roupas da casa eu não tinha grana suficiente pra ter uma.
Sei que a maioria dos mortais que querem uma coisa não se satisfaz com uma menor, ou pior, ou sei lá. Não faço parte da maioria dos mortais!
Hoje fui à concessionária buscar minha moto nova. Continua sendo uma Honda Twister, mas não mais preta e sim prata. Não mais a 2001 que ganhei no dia dos namorados e sim uma 2005 que ganhei do meu eterno namoradão.
Fui pilotando a velha, me despedindo dela, agradecendo cada momento de prazer que tivemos juntas, agradecendo a ela por ter sido mansa comigo e nunca ter me jogado no chão a mais de 100Km/h, apenas quando estávamos parando, e assim mesmo só no comecinho da nossa união.
Voltei pilotando a nova. Tão prata, tão brilhante, tão com cheirinho de nova. Vim conversando com ela, pedi para que fosse mansa como sua irmã mais velha, fazendo minha "política da boa vizinhança", sentindo, gostando. Adorei!!!!
Ainda não tenho um grande texto sobre ela, ainda não temos uma história juntas, um dia teremos e nesse dia eu conto para você.
OBS: Ainda estamos juntas. Ela continua sendo uma boa moto, mas não chega fácil nos 140Km/h como a sua antecessora chegava, a Preta. Mudaram a moto, ou mudei eu?
Ainda sonho com a Hornet.
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)O(Lua Nua)O(
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domingo, 27 de fevereiro de 2005
ALGO PODRE NO REINO DE AVILAN
É vero?
Armando Andrade
----- Original Message -----
From:
Sent: Saturday, February 26, 2005 9:19 PM
Subject: Habemus Santa (morte anunciada)
RECEBI E REPASSO - FAÇAM O MESMO AMIGOS, COLEGAS E DAMAS
"Com a Verdade vós os vencereis"
Deixem-me colocar um pouco de água nessa fervura, (ou lenha na fogueira ?) pois o artigo do jornalista Janer Cristaldo tem (como dizemos nós milicos) "matéria prima aproveitável".
Aliás, a rigor, essa frase inicial do artigo do Sr. Janer, parece ter sido montada fora do contexto pela redação do jornal e não pelo próprio.
Mas, qualquer que seja a intenção do artigo, temos realmente, como alerta o Gen Nery, que preservar SEMPRE (ou quase) a imagem dos nossos chefes da ativa... (embora às vezes isso seja tecnicamente impossível, diante da enormidade do erro - vejam o caso da "foto do Herzog" - quando condenar o erro sem criticar o que o favoreceu, acabaria amplificando o erro...). e, neste caso, a missão do nosso colega no Pará é realmente muitíssimo complexa e ele certamente irá perceber que o MST é REALMENTE o inimigo a vencer (nós vivemos problemas parecidos em 1976/77/78 - no sudeste do Pará em Conceição, em Vila Rondon e Pedidos - envolvendo religiosos e um bispo (D. Estevão Cardoso) quando eu era o Ch. EMR/8 .....
Neste caso dessa freira subversiva, qualquer militar profissional, já percebeu que toda essa celeuma armada em torno dessa "morte anunciada", estava prevista pelos que a armaram MINUCIOSAMENTE.... QUEM ? Em breve saberemos... pois é assim que acontece SEMPRE !!!
E a pronta montagem de uma campanha (nacional e internacional) dos OCMs, - usando as conhecidíssimas técnicas da repetição, amplificação, orquestração, do HOLOFOTE e outras - nos revela que se trata de mais uma das incontáveis armações dos comunistas profissionais desse governo maldito, que agora (surprize !!!), ganharam uma cumplicidade inesperada (???) e aparentemente ilógica, dos agentes dos nossos amigos do norte que já estão se especializando em tentar desestabilizar a América Latina, tantas têm sido as pistas que eles têm deixado nos últimos tempos, como há alguns meses atrás, no Peru; depois na Bolívia (os cocaleiros); depois no seqüestro seguido de assassinato da filha do ex-presidente do Paraguai; depois descobrindo o Al Qaeda na Tríplice Fronteira; depois na tentativa de gerar uma guerra Colômbia X Venezuela; e agora, criando uma mártir norte-americana na Amazônia brasileira... Enquanto, exatamente agora - por mera coincidência - na União Européia, o francês Pascal Lamy (da OMC), propõe que a Amazônia (inteira ? NÃO, só a nossa) seja gerenciada coletivamente pelo 1º mundo... engraçadíssimo
.... E estamos apenas no começo dessa desestabilização...
Amigos, vamos manter nossas cabeças frias, pois dissensões nos enfraquecem.
Vou repassar o artigo, embora reconheça que o jornalista - mesmo sendo anticomunista - também tem seu viés anti-militarista - mas, como dizia minha avózinha portuguesa - "na tempestade, qualquer porto" - ou se quiserem - NÃO estamos em condições de rejeitar "amigos", pois inimigos já os temos em pencas...e, NESTE MOMENTO, nosso inimigo principal é - DISPARADO - o comunismo caseiro, que já está praticamente implantado no nosso querido Brasil... e provavelmente de forma irreversível. E pouquíssimas pessoas já se deram conta disso (nem mesmo muitos dos nossos colegas o perceberam)... A ponto de, quando eu prego o nosso "direito de insurreição", quase sempre recebo um E-mail que me classifica como radical... (no mínimo)...
Saudações nacionalistas ...
Cel. Ref EB Roberto Monteiro de Oliveira
CITANDO:
"Habemus Santa"
por Janer Cristaldo em 21 de fevereiro de 2005
Resumo: O general encarregado de prender os assassinos da irmã Dorothy não consegue nem ver em cima do que está sentado, o Movimento dos Sem-Terra, quadrilha organizada nacionalmente, com apoio financeiro, jurídico e logístico do próprio governo brasileiro.
© 2005 MidiaSemMascara.org
Há cadáveres e cadáveres, não é verdade? Alguns são sagrados. Outros não valem um vintém. Foi assassinada, há duas semanas, a freira norte-americana Dorothy Mae Stang, em Anapu, no Pará. O presidente da República, além de enviar dois mil homens do Exército à região, criou reservas ambientais e a instalação de um gabinete de crise que vai concentrar as ações de ministérios e autarquias federais no interior paraense - diz-nos a Folha de São Paulo desta sexta-feira passada. Uma medida provisória, seis decretos e um projeto de lei integram o pacote. Somente no Pará, serão criadas duas unidades de conservação de florestas que irão abranger 3,8 milhões de hectares - área equivalente a duas vezes o Estado de Sergipe.
Por trás disto tudo, o medo do presidente da República à imprensa internacional. Quando a imprensa tupiniquim publicava as entrevistas em que ele se jactava de seu apreço pela cachaça, restrição alguma aos jornalistas. Bastou que o New York Times reproduzisse o que não constituía segredo para ninguém, para que Lula assumisse seu lado "prendo e arrebento" e exigisse a expulsão do jornalista do país. A história se repete. Se um policial brasileiro é assassinado durante o cumprimento de sua função, reação alguma do Planalto. Se uma ativista estrangeira é assassinada e este crime toma conta das primeiras páginas da imprensa internacional, Lula se transfigura em generalíssimo e transforma uma operação policial em teatro de guerra.
Na mesma edição da Folha, uma foto em três colunas nos mostra o ridículo a que se submetem nossas Forças Armadas para sustentar a farsa presidencial. Dois helicópteros aterrissam em um campo de futebol, com a cobertura de dezenas de soldados deitados na relva e com fuzis engatilhados. Até parece que estamos no Vietnã dos anos 70 ou no Iraque durante a guerra. Como se a nação estivesse ameaçada por uma poderosa força guerrilheira, quando se sabe que a freira foi assassinada por dois pistoleiros. Para posar para a imprensa, o sedizente glorioso Exército nacional não se peja em participar do teatro lulesco.
A religiosa americana tinha por missão no Brasil desapropriar terras públicas controladas por grileiros, assentar famílias em pequenas propriedades e promover a ação da polícia na intermediação de conflitos. Diga-se o que dela se disser, é mais uma das tantas ativistas estrangeiras que escolheram o Brasil como laboratório de suas utopias. Invertamos a situação. Imagine o leitor uma brasileira tentando desapropriar terras nos Estados Unidos ou assentar famílias. Na melhor das hipóteses, seria deportada no dia seguinte. Aqui no quintal, os ianques lideram invasões de terras, condenam políticas governamentais e ainda posam de mártires.
Mas a atuação da Chica Mendes de Anapu não gozava de unanimidade na região. Em 30 de abril de 2003, a Câmara Municipal declarou a missionária persona non grata, "como ato de repúdio da população às ações desagregadoras por ela praticadas". O documento foi enviado à Presidência da República, aos ministérios do Meio Ambiente e Justiça, ao Congresso, ao governo do Pará, ao Ibama, ao Incra e à PF ? e ignorado por todas estas instâncias. Hoje, pelo que lemos nos jornais, seu cadáver exala apenas odores de santidade.
Para o general Jairo César Nass, comandante da Operação Pacajá, destinada à prisão dos assassinos da irmã Dorothy, ?a morte da freira é apenas a ponta do iceberg?. Para o arguto general, há quadrilhas organizadas atuando na região, que agem com o maior atrevimento à margem da lei e têm o hábito de resolver seus problemas mediante intimidação e assassinatos, criando dificuldades para segurança pública na região. "Essas quadrilhas são formadas por elementos de fora dali, agindo pelos interesses dos madeireiros e de outros envolvidos na luta pela terra e pelos garimpos ilegais", afirmou. "Eles criaram entidades de representação e grupos armados que não têm escrúpulos para alcançar seus fins".
Tão abrangente é a visão do general, que já nem vê em cima do que está sentado, este imenso iceberg com tantas pontas emersas que já constitui terra firme, o Movimento dos Sem-Terra. Quadrilha não apenas organizada, mas organizada nacionalmente, com apoio financeiro, jurídico e logístico do próprio governo brasileiro. E não só do governo brasileiro, como de governos e instituições internacionais que financiam suas invasões de terras - produtivas ou não - suas invasões de próprios públicos, suas destruições de pedágios, suas tomadas de reféns, seus desvios de verbas e mesmo seus crimes. Quadrilha com livre tráfego nas instâncias governamentais e na imprensa, que cria escolas para formar novos asseclas. Com aplauso dos ditos defensores dos tais de Direitos Humanos e da intelectuália nacional.
A religiosa americana está começando uma promissora carreira como santa. Dentro de poucos meses, teremos uma fundação e ruas com seu nome, sem falar em romarias a seu túmulo. Mais um ano ou dois, alguns milagres em seu currículo. Logo após, o processo de beatificação. Santa Dorothy Mae Stang, a santa de duas pátrias: soa bem e certamente dará filme. E dos mais lacrimogêneos. A Amazônia, com suas riquezas, promete uma farta safra de santos e mártires nos anos vindouros.
Quanto ao Luiz Pereira da Silva, este pobre diabo morto em Quipapá, Pernambuco, já ninguém lembra. Foi torturado e assassinado no sábado do último carnaval, por membros desta imensa quadrilha que o general Nass já nem consegue enxergar, tamanhas são suas dimensões. Policial militar obscuro, foi torturado e morto pelos sem-terra, durante o exercício de seu trabalho. Não mereceu nenhum pronunciamento presidencial, nem mesmo uma palavra de compaixão de algum ministro, nem gigantescas operações das Forças Armadas, nem missa na catedral da Sé, muito menos primeira página na imprensa internacional. Silêncio total nas hostes que combatem a tortura. É brasileiro, não merece lágrimas nem homenagens. Seus assassinos dificilmente serão indiciados. Como já disse um sem-terra, "em uma multidão, é muito difícil se saber quem atira".
Sangue de esquerda é sagrado e exige punição. O cadáver de um policial, bobo a ponto de querer cumprir seu dever nesta terra onde toda honra e glória é concedida a quem descumpre a lei, não vale nem uma missa."
FIM DA CITAÇÃO
Tem algo podre no meu País, e quem vai levantar essa bunda de cobre da cadeira para fazer algo?
Eu?
Você?
Acho que o povo unido seria melhor e mais forte....
Boa semana pra você que leu e não deixou seu comentário, e melhor ainda para você que teve preguiça e nem leu essa porra...
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)O(Lua Nua)O(
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21:38
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2005
RESSONÂNCIA SCHUMANN
Foto achada no site corbis
Leonardo Boff
Não apenas as pessoas mais idosas, mas também jovens fazem a experiência de que tudo está se acelerando excessivamente. Ontem, foi carnaval, dentro de pouco será Páscoa, mais um pouco, Natal. Esse sentimento é ilusório ou possui base real?
Pela "ressonância Schumann" se procura dar uma explicação. O físico alemão W.O. Schumann constatou em 1952 que a Terra é cercada por um campo eletromagnético poderoso que se forma entre o solo e a parte inferior da ionosfera que fica cerca de 100 km acima de nós. Esse campo possui uma ressonância (dai chamar-se ressonância Schumann) mais ou menos constante da ordem de 7,83 pulsações por segundo. Funciona como uma espécie de marca-passo, responsável pelo equilíbrio a biosfera, condição comum de todas as formas de vida. Verificou-se também que todos os vertebrados e o nosso cérebro são dotados da mesma freqüência de 7,83 hertz. Empiricamente fez-se a constatação que não podemos ser saudáveis fora desta freqüência biológica natural. Sempre que os astronautas, em razão das viagens espaciais, ficavam fora da ressonância Schumann, adoeciam. Mas, submetidos à ação de um "simulador Schumann" recuperavam o equilíbrio e a saúde.
Por milhares de anos as batidas do coração da Terra tinham essa freqüência de pulsações e a vida se desenrolava em relativo equilíbrio ecológico. Ocorre que, a partir dos anos 80 e de forma mais acentuada a partir dos anos 90, a freqüência passou de 7,83 para 11 e para 13 hertz por segundo. O coração da Terra disparou. Coincidentemente desequilíbrios ecológicos se fizeram sentir: perturbações climáticas, maior atividade dos vulcões, crescimento de tensões e conflitos no mundo e aumento geral de comportamentos desviantes nas pessoas, entre outros. Devido a aceleração geral, a jornada de 24 horas, na verdade, é somente de 16 horas. Portanto, a percepção de que tudo está passando rápido demais não é ilusória, mas teria base real neste transtorno da ressonância Schumann.
Gaia, esse superorganismo vivo que é a Mãe Terra, deverá estar buscando formas de retornar a seu equilíbrio natural. E vai consegui-lo, mas não sabemos a que preço, a ser pago pela biosfera e pelos seres humanos. Aqui, abre-se o espaço para grupos esotéricos e outros futuristas projetarem cenários, ora dramáticos, com catástrofes terríveis, ora esperançadores como a irrupção da quarta dimensão pela qual todos seremos mais intuitivos, mais espirituais e mais sintonizados com bioritmo da Terra.
Não pretendo reforçar este tipo de leitura. Apenas enfatizo a tese recorrente entre grandes cosmólogos e biólogos de que a Terra é, efetivamente, um superorganismo vivo, de que Terra e humanidade formamos uma única entidade, como os astronautas testemunham de suas naves espaciais. Nós, seres humanos, somos Terra que sente, pensa, ama e venera. Porque somos isso, possuímos a mesma natureza bioelétrica e estamos envoltos pelas mesmas ondas ressonantes Schumann. Se queremos que a Terra reencontre seu equilíbrio devemos começar por nós mesmos: fazer tudo sem stress, com mais serenidade, com mais amor que é uma energia essencialmente harmonizadora. Para isso importa termos coragem de ser anti-cultura dominante que nos obriga a ser cada vez mais competitivos e efetivos. Precisamos respirar juntos com a Terra para conspirar com ela pela paz.
Achei o texto no flog Fazenda Urupês
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)O(Lua Nua)O(
às
22:39
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domingo, 13 de fevereiro de 2005
SONHAR
Gosto de sonhar
Se me trancarem a porta da realidade
Fujo pela janela dos sonhos
Gosto de sonhar que vôo
Se não posso voar
Navego
Se ao navegar
Não puder ir
Eu ando
Se ao andar
Alguém me barrar
Eu imagino
E ao imaginar
Nada mais
Vai me deter
Posso ser
O que não fui
Mas um dia serei
Melanie
13/2/2005
OBS: Entrando para minha listinha mais um blog interessante. É o espaço de um apaixonado pelo Tayguara como eu. Canto para Taiguara é o nome do blog do Jocimar Bueno.
Seja bem vindo
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)O(Lua Nua)O(
às
23:47
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2005
CAÇADOR
Foto autorizada pelo autor Borghetti em 20/07/2004
Chegou com olhar faminto
Pegou sua arma
Disparou
Clic
Não tinha bala
Só o clic
Ela se assustou
Olhou aquele estranho
Olhar de caçador
Cheiro de bicho no cio
Ela salivando
Ele espreitando
Clic
Ela se vira
Olha o olho
Ela ri
Clic
Ele baba
Clic
Clic
Clic
Se encontram de novo
Na exposição das fotos
Ele ri
Ela gosta
Vinho?
Vinho!
Ele vai
Ela vem
Eles vão.
Melanie
19/7/2004
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)O(Lua Nua)O(
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01:02
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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2005
IEMANJÁ
Iemanjá seria a filha de Olokum, deus (no Daomé, atual Benin) ou deusa (em Ifé) do mar. Em uma história de Ifé ela aparece casada pela primeira vez com Orunmilá, senhor das adivinhações, depois com Olofin, rei do Ifé, com o qual teve supostamente dez (10) filhos. Iemanjá, cansada de sua permanência em Ifé, foge mais tarde em direção ao oeste. Outrora, Olokum lhe havia dado, por medida de precaução, uma garrafa contendo um preparado (...) com a recomendação de quebrá-la no chão em caso de extremo perigo. E assim Iemanjá foi instalar-se no Entardecer da Terra, o Oeste.
A lenda diz que Olofin, rei de Ifé lançou o exercito à sua procura, o que fez Iemanjá, no esconderijo, quebrar a garrafa. Teria, então, na mesma hora, se formado um rio que a tragou, levando-a para Okum, o oceano - morada de seu pai Olokum.
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)O(Lua Nua)O(
às
23:44
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UMA QUESTÃO DE RESPEITO
O consumidor brasileiro ainda é visto como um mero usuário, um pagador e não como deveria ser visto, com respeito.
Quando uma empresa precisa fazer algum tipo de manutenção ela deveria ser obrigada a avisar seus consumidores que precisará parar de fornecer seu serviço por um tempo determinado, certo?
A CASAN, que cuida da água e esgoto da cidade, faz isso;
A CELESC, que fornece energia, faz isso;
Então porque a BRASILTELECOM não é obrigada também a avisar seus consumidores quando precisa fazer manutenção na parte de telefonia? Porque ela pára e os consumidores do adsl turbo ficam sem acesso à internet sem ao menos serem avisados disso?
Foi o que aconteceu essa madrugada: a conexão da internet cai, telefona-se para a empresa e falam que o sistema está fora do ar por manutenção, quando sabemos - por funcionários, ou ex-funcionários da empresa - que esta só instala equipamentos mais baratos e tecnologicamente ultrapassados, apenas objetivando o lucro, e por isso estão sempre em manutenção. Não podemos esquecer do brutal aumento das tarifas locais e das assinaturas ultimamente.
E eu me pergunto: para que existe a ANATEL?
O mercado consumidor é grande e o lucro estratosférico, então porque não agir com ética?
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)O(Lua Nua)O(
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07:53
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terça-feira, 1 de fevereiro de 2005
DÁ PARA VIVER MAIS DEVAGAR?
(Texto escrito por um brasileiro que trabalha na VOLVO - nome desconhecido)
Foto de Catherine de Lord
Já vai pra 18 anos que estou aqui na Volvo, uma empresa sueca. Trabalhar com eles é uma convivência, no mínimo, interessante. Qualquer projeto aqui demora dois anos para se concretizar, mesmo que a idéia seja brilhante e simples. É regra. Então, nos processos globais, causa em nós aflitos por resultados imediatos (brasileiros, americanos, australianos, asiáticos) uma ansiedade generalizada, porém, nosso senso de urgência não surte qualquer efeito neste prazo.
Os suecos discutem, discutem, fazem "n" reuniões, ponderações... E trabalham num esquema bem mais "slow down." O pior é constatar que, no final, acaba sempre dando certo no tempo deles com a maturidade da tecnologia e da necessidade: bem pouco se perde aqui... E vejo assim:
1. O pais é do tamanho de São Paulo;
2. O pais tem 2 milhões de habitantes;
3. Sua maior cidade, Estocolmo, tem 500.000 habitantes (compare com Curitiba que somos 2 milhões);
4. Empresas de capital sueco: Volvo, Scania, Ericsson, Electrolux, ABB, Nokia, Nobel Biocare, entre outras.
Nada mal, não? Pra ter uma idéia, a Volvo fabrica os motores propulsores para os foguetes da NASA.
Digo para os demais nestes nossos grupos globais: os suecos podem estar errados, mas são eles que pagam nossos salários. Entretanto, vale salientar que não conheço um povo, como povo mesmo, que tenha mais cultura coletiva do que eles... Vou contar para vocês uma breve só pra dar noção...
A primeira vez que fui para lá, em 90, um dos colegas suecos me pegava no hotel toda manhã. Era setembro, frio leve e nevasca. Chegávamos cedo na Volvo e ele estacionava o carro bem longe da porta de entrada (são 2000 funcionários de carro). No primeiro dia não disse nada, no segundo, no terceiro... Depois, com um pouco mais de intimidade, numa manhã perguntei:
"Vocês tem lugar demarcado para estacionar aqui? Notei que chegamos cedo, o estacionamento vazio e você deixa o carro lá no final..." e ele me respondeu simples assim: "é que chegamos cedo, então temos tempo de caminhar - quem chegar mais tarde já vai estar atrasado, melhor que fique mais perto da porta. Você não acha?" Olha a minha cara! Ainda bem que tive esta na primeira... Deu pra rever bastante os meus conceitos.
M C M Volvo IT South America Slow x Fast
Há um grande movimento na Europa hoje, chamado Slow Food. A Slow Food International Association - cujo símbolo é um caracol -, tem sua base na Itália (o site é muito interessante. Veja-o). O que o movimento Slow Food prega é que as pessoas devem comer e beber devagar, saboreando os alimentos, "curtindo" seu preparo, no convívio com a família, com amigos, sem pressa e com qualidade. A idéia é a de se contrapor ao espírito do Fast Food e o que ele representa como estilo de vida. A surpresa, porém, é que esse movimento do Slow Food está servindo de base para um movimento mais amplo chamado Slow Europe como salientou a revista Business Week em sua última edição européia.
A base de tudo está no questionamento da "pressa" e da "loucura" gerada pela globalização, pelo apelo à "quantidade do ter" em contraposição à qualidade de vida ou à "qualidade do ser". Segundo a Business Week, os trabalhadores franceses, embora trabalhem menos horas, (35 horas/semana) são mais produtivos que seus colegas americanos ou ingleses.
E os alemães, que em muitas empresas instituíram uma semana de 28,8 horas de trabalho, viram sua produtividade crescer nada menos que 20%. Essa chamada "slow attitude" está chamando a atenção até dos americanos, apologistas do "Fast" (rápido) e do "Do it Now" (faça já).
Portanto, essa "atitude sem-pressa" não significa fazer menos, nem menor produtividade. Significa, sim, fazer as coisas e trabalhar com mais "qualidade" e "produtividade" com maior perfeição, atenção aos detalhes e com menos "stress". Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do lazer e das pequenas comunidades. Do "local", presente e concreto, em contraposição ao "global" - indefinido e anônimo. Significa a retomada dos valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do cotidiano, da simplicidade de viver e conviver e até da religião e da fé.
Significa um ambiente de trabalho menos coercitivo, mais alegre, mais "leve" e, portanto, mais produtivo, onde seres humanos felizes fazem, com prazer, o que sabem fazer de melhor. Nesta semana, gostaria que você pensasse um pouco sobre isso. Será que os velhos ditados "Devagar se vai ao longe" ou ainda "A pressa é inimiga da perfeição" não merecem novamente nossa atenção nestes tempos de desenfreada loucura? Será que nossas empresas não deveriam também pensar em programas sérios de "qualidade sem-pressa" até para aumentar a produtividade e qualidade de nossos produtos e serviços sem a necessária perda da "qualidade do ser"?
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Parabéns por ter lido até o final... Muitos não irão ler esta mensagem até o final, porque não podem "perder" o seu tempo neste mundo globalizado.
Pense e reflita: até que ponto vale a pena deixar de curtir sua família, de ficar com a pessoa amada, de ir à missa nos domingos de manhã ou ir pescar no fim de semana?
PENSOU?
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)O(Lua Nua)O(
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16:01
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HABILIDADES NO TRÂNSITO
Teste criado pela Isto É para vermos como andam nossas habilidades no trânsito. Um link interessante.
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)O(Lua Nua)O(
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